UMP defende um Estatuto do Cuidador Informal integrador e inovador do ponto de vista da otimização dos recursos já existentes

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No passado dia 21 de junho, na Assembleia da República, a União das Mutualidades Portuguesas (UMP) manifestou a sua posição junto dos deputados que fazem parte do Grupo de Trabalho sobre o Estatuto do Cuidador Informal, dando o seu parecer sobre os Projetos de Lei n.ºs 801/XIII/3.ª (BE) e 804/XIII/3.ª (PCP) e sobre os Projetos de Resolução n.ºs 1400/XIII/3.ª (CDS-PP) e 1408/XIII/3.ª (PAN).

Durante a audição, o Presidente do Conselho de Administração da UMP transmitiu que o sucesso de uma potencial rede de apoio aos cuidadores informais “dependerá sempre do envolvimento das entidades da economia social e solidária, até porque, de outra forma, a implementação de tal rede exigiria recursos incomportáveis pelo Estado, que, em boa verdade, já estão instalados nos territórios pelas Instituições (…) se o Ministério da Saúde efetivamente estiver empenhado em otimizar os recursos já disponíveis no terreno, seguramente olhará para os serviços já disponibilizados pelo Movimento Mutualista de uma perspetiva de rentabilização de recursos e escalabilidade dos beneficiários servidos”.

A propósito desta audição, Luís Alberto Silva referiu: “o debate em torno do Estatuto do Cuidador Informal é uma matéria muito importante, cada vez mais urgente, mas também sentimos que as propostas em apreço abordam a matéria e as medidas a implementar de forma avulsa, sem foco num projeto integrador e, muito menos, inovador do ponto de vista da otimização dos recursos já existentes”.

Enquanto entidade representativa de um dos segmentos da economia social e solidária, a União das Mutualidades Portuguesas lamentou, junto dos deputados deste Grupo de Trabalho, a ausência das Instituições deste setor nos Projetos apresentados e a falta de disponibilidade de medidas de financiamento ajustadas para que as entidades sociais e solidárias possam avançar com as respostas que fazem falta no domínio do apoio aos cuidados informais.