Propostas da UMP para o “Portugal 2030” apresentadas em audição promovida pela Assembleia da República

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O presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, defendeu “um maior equilíbrio entre as verbas destinadas a financiar os setores privado (lucrativo) e público e aquelas destinadas ao setor da economia social” no quadro financeiro Portugal 2030 em preparação.

Falando numa Audição Pública realizada pela Assembleia da República, através da Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da Estratégia «Portugal 2030», na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, Luís Alberto Silva advogou que o novo quadro financeiro plurianual deverá prever financiamento destinado à requalificação infraestrutural das Instituições de modo a permitir a especialização, diversificação ou ampliação das áreas em que operam.

Na sua perspetiva, também deverão ser contempladas medidas de incentivo à empregabilidade, específicas para o universo da economia social e solidária, considerando “o potencial de recrutamento destas Instituições, onde o fator humano não pode ser substituído por maquinaria”.

Entre outras propostas, o Presidente do Conselho de Administração da UMP chamou a atenção para a necessidade de o novo quadro financeiro acautelar verbas para financiar projetos que aproximem as instituições de ensino superior das entidades da economia social e solidária e de diversificar linhas de financiamento e alargar elegibilidades, quer em matéria de ações e atividades, quer em tipologias de beneficiários, para permitir que estas instituições se ajustem e respondam, de modo mais flexível e ágil, às necessidades pontuais dos territórios que servem.

Luís Alberto Silva integrou um painel em que participaram também Constantino Mendes Rei, Presidente do Instituto Politécnico da Guarda; António Fernandes, Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco; Lino Maia, Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade; e Francisco Rodrigues Araújo, presidente da União das Misericórdias Portuguesas.