Encontro Nacional dos Dirigentes Mutualistas com casa cheia na Covilhã evidencia reticências ao novo CAM

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O Código das Associações Mutualistas (CAM), que entrou em vigor no início de setembro, ”não corresponde, em larga medida, às expectativas, necessidades e anseios do Movimento Mutualista” e vai motivar uma tomada de posição conjunta do setor, através da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), que representa as Mutualidades portuguesas.

É a principal conclusão do VII Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas, organizado pela UMP, que decorreu, esta quinta-feira, na Covilhã, e que lotou o auditório da Mutualista Covilhanense.

Os dirigentes mutualistas, de norte a sul do país, estiveram concentrados na análise às alterações introduzidas pelo novo CAM e manifestaram sérias preocupações relativamente ao futuro das Mutualidades.

O presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, aproveitou o ensejo para reforçar a importância de se rejuvenescer o Movimento, com a “integração de jovens e mulheres nas suas organizações” e de se apostar na sua modernização, através da “capacitação dos dirigentes, técnicos e colaboradores”.

Na sessão de abertura do Encontro, Luís Alberto Silva referiu-se ainda às negociações em curso com a UGT para a criação de um Instrumento de Regulamentação Coletiva para os trabalhadores e colaboradores das Associações Mutualistas e ao papel que a recém-criada Confederação Portuguesa da Economia Social poderá desempenhar na afirmação da Economia Social como “uma das principais forças motrizes de bem-estar e desenvolvimento do país”.

A adesão da UMP à União Mundial das Mutualidades e a sua indigitação para a Vice-Presidência do Comité Intercontinental daquela organização, em representação da Europa, é, para o Luís Alberto Silva, “um sinal de que a força, o trabalho e o desempenho da UMP são reconhecidos dentro e fora de Portugal”.