Tomada de posição da UMP sobre artigo ”Mutualistas – Uma Morte Anunciada?” publicado em suplemento do JN

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O Jornal de Notícias publicou, no passado dia 1 de novembro, um suplemento “Especial – Dia de Todos os Santos – Agências Funerárias” onde, na sua página 3, inseriu um texto de opinião sem rosto ou assinatura, intitulado “Mutualistas – Uma Morte Anunciada?” que atinge insidiosamente o Movimento Mutualista português, de que a União das Mutualidades Portuguesas é legítima representante.

Trata-se de um texto que, objetivamente, manifesta um desconhecimento absoluto da realidade e da dimensão do Movimento Mutualista português, que alegoricamente pretende transformar "a árvore na floresta" e, mais grave do que isso, insinuar uma suposta “morte anunciada” do associativismo mutualista.

Nesse contexto, a União das Mutualidades Portuguesas requereu ao Senhor Diretor do Jornal de Notícias a publicação do seguinte esclarecimento:

ESCLARECIMENTO

A União das Mutualidades Portuguesas (UMP), organização de grau superior que representa o Movimento Mutualista português, manifesta o seu público repúdio pelas insinuações inverosímeis de que foi alvo o universo mutualista português, que é um caso ímpar de longevidade, de resistência às adversidades e de proximidade com os seus Associados e a sociedade portuguesa no seu todo.

Sobressai do texto publicado pelo JN que o associativismo mutualista se reduz e se confina à concessão do subsídio de funeral e que tem o seu futuro ameaçado. Nada mais errado! É uma visão retrógrada e completamente desajustada da realidade.

O Movimento Mutualista português, com 721 anos de história, representa mais de 2,5 milhões de beneficiários e a sua ação estende-se a múltiplas áreas, desde a proteção social (com produtos tão diversos como complementos de reforma, invalidez, sobrevivência e, entre outros, o referido subsídio de funeral), à saúde (dinamizando hospitais, clínicas, farmácias sociais, …), passando pela ação social e educação (lares residenciais, centros de dia, apoio domiciliário, jardins-de-infância, creches,…), à formação profissional, caixas económicas, turismo e lazer, apoio jurídico, transporte de doentes, secções fúnebres, óticas, parafarmácias, artes e cultura, entre outros.

Com enorme respeito pelo seu passado, as Associações Mutualistas, parceiras ativas na definição das políticas sociais e no desenvolvimento da Economia Social, prosseguem, no presente, uma atividade multifacetada, de que muito se orgulham, complementando e, em muitos casos, substituindo aquele que é o papel do próprio Estado. São instituições fundadas nos princípios e valores da entreajuda, da democraticidade, da independência, da liberdade, da (cor)responsabilidade, da autonomia e da solidariedade.

Acresce sublinhar, ainda, que o Movimento Mutualista tem vindo, de forma continuada e consistente, a rejuvenescer-se e a modernizar-se com o envolvimento de jovens e mulheres nos seus órgãos associativos e nas suas atividades/valências/modalidades e, com sentido estratégico, a capacitar os seus dirigentes, técnicos e colaboradores, para dar resposta aos desafios da sustentabilidade e do futuro.