1.º Encontro Nacional de Mulheres Mutualistas supera expectativas

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O 1.º Encontro Nacional de Mulheres Mutualistas, organizado pela União das Mutualidades Portuguesas (UMP), em pleno Dia Internacional da Mulher, no Polo de Inovação e Capacitação Social de São João de Ovar (em Ovar), superou as expectativas mais otimistas, pelo nível de participação (sala completamente cheia), das intervenções das oradoras e pela dinâmica gerada entre as oradoras e a assistência.

São as principais notas que se extraem da avaliação que os participantes no Encontro fizeram do evento no inquérito de satisfação distribuído pela UMP e que formula, para o futuro, o desejo de que o universo masculino do Mutualismo também esteja presente num próximo Encontro Nacional de Mulheres Mutualistas.

“Estamos verdadeira e positivamente surpreendidos pela adesão e pela forma como decorreu esta iniciativa, que recolheu a pontuação mais elevada atribuída pelos participantes a um evento da UMP”, afirmou o Presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva.

Para o dirigente, a adesão das mulheres a esta primeira edição do Encontro demonstra que “o Movimento Mutualista dá sinais de querer corresponder à aposta e ao desafio de integrar, no seu seio, mais mulheres”.

Na sessão de abertura, em que marcou presença o Presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, Luís Alberto Silva recordou que a sub-representação da mulher não é um exclusivo do Mutualismo e existe em muitos outros quadrantes da sociedade. “Nós, UMP, estamos a fazer o nosso trabalho”, disse, referindo-se ao esforço de sensibilização desenvolvido pelo Conselho de Administração no sentido de promover o rejuvenescimento do Movimento Mutualista, também através da participação feminina.

Um levantamento efetuado pela UMP revela que a participação da Mulher nos Órgãos Associativos das Mutualidades se situa na ordem dos 29 por cento, praticamente em linha com os objetivos mínimos estabelecidos pela Lei da Paridade, quanto à composição dos órgãos legislativos e autárquicos.

No que concerne às lideranças, no seio do associativismo mutualista, aquele levantamento indica que, no universo de presidentes das Associações, apenas 10 por cento são Mulheres.

“São números que não nos envergonham, mas não nos satisfazem e que nos desafiam a prosseguir a nossa estratégia”, ressalvou Luís Alberto Silva, para sublinhar depois que “importa, sobretudo, o contributo que a mundividência feminina pode aportar ao Mutualismo”.

O Presidente da Câmara Municipal de Ovar destacou, na sua intervenção, que “há muito ainda a fazer” no combate à desigualdade de oportunidades, e reforçou a “importância do terceiro setor, absolutamente decisivo para o País”.

O evento, que decorreu ao longo de todo o dia, contemplou dois painéis. O da parte da manhã, intitulado “Caminhos da Igualdade”, moderado por Carla Silva, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da UMP, que contou com a participação de Carla Rodrigues, presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida e ex-deputada; Cristina Almeida, Diretora da Yasaki Saltano (Ovar); Rosa Maria Gomes, Comissária da PSP Ovar; e Rosa Venâncio, do Departamento de Mulheres Socialistas de Aveiro.

No período da tarde, Mafalda Rodrigues, da UMP, moderou uma “Conversa de Mulheres”, que reuniu três mulheres Presidentes de Associações Mutualistas: Ângela Pereira (AMUT Associação Mutualista de Gondomar), Armanda Fernandez (Associação de Socorros Mútuos Freamundense) e Jani Silva (Presidente da Direção d’A Familiar - Associação de Socorros Mútuos da Póvoa de Varzim).