UMP aposta no planeamento estratégico para rejuvenescer e capacitar Movimento Mutualista

ENDM 1000

 

O Presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, espera que o processo de planeamento estratégico desenhado para o período de 2019-2022 se traduza numa UMP “mais forte e preparada”, em associações mutualistas “mais dinâmicas” e num movimento “moderno e capaz de se adaptar aos desafios da sociedade dos nossos tempos”.
Falando na sessão de abertura do VIII Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas, que se realizou em Guimarães, sublinhou a necessidade de rejuvenescer o setor, capacitar as mutualidades, os seus dirigentes e técnicos e participar ativamente na construção do futuro do mutualismo à escala internacional.
Luís Alberto Silva exortou as mutualidades a acompanharem a UMP no desenvolvimento de planos estratégicos necessariamente ajustadas às especificidades de cada uma, acreditando que essa ferramenta contribuirá para renovar a face do movimento mutualista português.
Ana Sofia Costa, coordenadora do plano estratégico da instituição, apresentou as linhas centrais do documento, que define os objetivos estratégicos e as medidas e ações a implementar ao longo do horizonte temporal definido. Destacam-se medidas destinadas a credibilizar e desenvolver novas modalidades associativas, a promover a formação dos recursos humanos da UMP e das Associadas, a participar proactivamente na dinamização de políticas sociais e de desenvolvimento nacionais e internacionais e o alargamento da oferta de serviços às mutualidades.
Subordinado ao tema “Desenvolvimento Estratégico do Mutualismo Português”, o Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas reuniu mais de meia centena de participantes, do Minho e Trás-Os-Montes ao Algarve, e abordou, ainda, matérias como a legislação laboral e o IRCT, através de Carmen Miranda, do gabinete jurídico da UMP, e as medidas de apoio ao financiamento e às respostas sociais disponíveis no Portugal 2020, por Filipe Cardoso, CEO da Skillent, consultora que trabalha em soluções inovadoras para problemas sociais e desenvolvimento de competências na área do investimento social.
Acreditando que o desaproveitamento dos financiamentos comunitários “retira peso” ao setor, Luís Alberto Silva sublinharia que o Movimento Mutualista “não pode continuar fechado sobre si mesmo e deixar escapar sucessivamente oportunidades de se valorizar, de crescer e de se modernizar”.
Já o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, que presidiu à sessão de abertura do evento, destacaria a importância da capacitação dos técnicos para responder ao problema da literacia na saúde e no bem-estar e isso “cruza-se com a educação e a cultura”.
O Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas foi organizado pela UMP em parceria com a Associação Familiar Vimaranense, em cuja sede decorreu o evento.
Com 18 mil associados, a Associação desenvolve uma atividade importante na prestação de cuidados de saúde e serviços fúnebres e continua, como referiu o seu Presidente da Direção, Augusto Abreu, a afirmar-se como “uma alternativa credível de apoio social” em resposta a questões como o isolamento e a dependência.