UMP defende continuidade e reforma da CASES no Parlamento

A União das Mutualidades Portuguesas (UMP) defendeu, na Assembleia da República, a continuidade da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), sublinhando a necessidade de uma reforma profunda e de um reforço da sua atuação. A posição foi expressa pelo Presidente da UMP, Luís Alberto Silva, numa audição conjunta das entidades cooperantes e fundadoras da CASES, realizada na Comissão Parlamento de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a propósito da decisão do Estado de retirar a sua participação naquela entidade e dos impactos dessa opção na economia social.
Na sua intervenção, o Presidente da UMP considerou que, independentemente das opções políticas em análise, deveria ter sido promovido um diálogo estruturado prévio com os membros da CASES. Reconhecendo que a atuação da CASES não esteve isenta de limitações – nomeadamente uma perceção de maior proximidade ao setor cooperativo -, sublinhou que “esses desequilíbrios não justificam a sua extinção. Pelo contrário, constituem um argumento claro para a correção, reforço e reorientação estratégica da instituição”.
A UMP defendeu uma CASES “reformada e mais equilibrada”, assente em cinco pilares fundamentais: o reequilíbrio efetivo do apoio às diferentes famílias da economia social; o reforço do apoio técnico às entidades, a afirmação da CASES como espaço de diálogo estratégico entre o Estado e o setor; e o reforço da visibilidade pública da economia social. Nesta audição, intervieram, também, o Presidente da CASES, Eduardo Graça, e representantes das entidades cooperantes, tendo o requerimento para a sua realização partido do Grupo Parlamentar do PS.